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Um papo sobre Beleza com seu/sua filho(a)

O que é ser lindo(a), afinal? É uma pergunta que todos nós fazemos em algum momento de nossas vidas. Também é uma pergunta que muitos de nós lutamos para responder de uma forma que nos satisfaça. Mas e se pudéssemos mudar o discurso sobre beleza para nossa filha? E se pudéssemos dar aos nossos filhos uma imagem da beleza que eles podem abraçar – uma imagem que eles podem ver todos os dias olhando para eles no espelho?

Como falar sobre beleza com a minha filha?

Gail Saltz, professora associada de psiquiatria do Hospital Presbiteriano de Nova York, em entrevista para a revista Time, diz que há maneiras de falar sobre beleza a depender da idade da sua filha.

O principal, para a especialista, é saber que a vergonha de si mesma está “entre os sentimentos mais debilitantes” que podemos ter. “Isso pode tornar difícil sair para o mundo e fazer qualquer coisa, desde atividades atléticas para trabalhar até encontrar outras pessoas importantes.”

E hoje, muitas crianças sentem vergonha de seus corpos. Para as meninas, que crescem em um mundo cheio de photoshop e cirurgia plástica, “existem algumas formas realmente extremas de conotação de beleza”, diz Saltz. “E a pressão também está alta para os meninos de uma forma que nunca existiu.”

Então, como os pais podem ajudar os filhos a se sentirem bem com seus corpos?

Para começar, diz Saltz, os pais precisam “colocar suas próprias máscaras de oxigênio primeiro”: estar em contato com seus próprios sentimentos sobre seus corpos. “Se você quer que sua filha goste do tamanho dela, mas está constantemente dizendo que não gosta do seu, isso terá um impacto maior”, adverte Saltz.

Na pré-escola

Os pais devem começar a falar sobre o corpo desde cedo e usar “nomes anatômicos corretos, não apelidos que denotem constrangimento”. Crianças nessa idade são infinitamente curiosas, o que os pais devem encorajar, diz Saltz. Por estar aberto a perguntas, “você se torna a fonte”, diz Saltz, “em vez de outra pessoa que lhes diz o quão grande sua bunda deve ser e o que eles deveriam fazer com ela”.

Entusiasmo também é fundamental, diz Saltz. Ela incentiva os pais a iniciarem conversas com a atitude de que “É incrível o que nossos corpos podem fazer!” – e incentive as crianças a ficarem animadas com todas as coisas que seu próprio corpo pode fazer, bem como com a sensação de se mexer e fazer atividades físicas. Tente perguntas como: “O que foi divertido nisso? Como se sentiu? O que você aprendeu?”

No fundamental

É um momento para se ter conversas sobre “seu corpo é seu e ninguém mais pode opinar sobre ele”. As garotas em particular, diz Saltz, começam a receber mensagens nessa idade de que seu corpo é algo que elas devem usar como moeda para aceitação. Os pais de meninos e meninas podem neutralizar essas mensagens incentivando as crianças a pensar e falar abertamente sobre as consequências de usar seus corpos de maneiras diferentes. As crianças também atingem a puberdade em momentos muito diferentes, observa Saltz.

Os pais podem ajudar os filhos a navegar por essas diferenças, deixando-os saber que todos são diferentes, e isso é normal, uma mensagem que eles não receberão dos corpos artificialmente aperfeiçoados que veem na mídia.

No ensino médio

Os jovens estão sob muita pressão para se adequar a padrões de beleza irreais. Os pais podem combater isso, deixando-os saber a verdade: não existe realmente apenas um padrão de beleza. Na verdade, como Saltz aponta, “as pessoas são atraídas por todos os tipos de pessoas”. Mesmo nessa idade, diz Saltz, ainda é importante que os pais reforcem a aparência de seus filhos “, mas não para que a ênfase seja apenas nisso”. O ponto ideal, de acordo com Saltz: manter a ênfase na finalidade de nossos corpos e em todas as coisas incríveis que eles podem fazer. “Mais do que sua aparência em um maiô”, diz Saltz, os pais devem encorajar os filhos a se concentrarem em “o que você fez na água e como se sentiu”.

Como ajudar na autoestima do meu filho?

Ser pai/mãe é ter responsabilidades muito maiores do que ensinar porque o céu é azul. Ao contrário de um professor, que chega muito cedo na vida da criança, os pais são a influência mais significativa na vida dos filhos. Um livro de Aspy e Roebuck, O garoto não aprende com pessoas de quem não gosta, sugere como a forma que vemos, valorizamos e tratamos as crianças afeta o quanto elas aprendem conosco. E como ponto principal que os pais podem ajudar para o presente e o futuro do filho é centrado na autoestima do filho. Como você faz para que seu filho se ame?

A autoestima de uma criança começa a se formar muito cedo e continua sendo criada dia após dia.

A Autoestima do meu filho: é o que?

A autoestima vem de aprender a aceitar quem somos, vendo as nossas insuficiências/defeitos e, mesmo com elas, escolhendo a gostar de nós mesmos. A autoestima de cada criança cresce a cada experiência de interações bem-sucedidas, quase sempre seguidas por palavras positivas.

É importante construir a crença de uma criança de que ela pode lidar com sua vida e lidar bem as situações de conflito que irão surgir. Segundo Madelyn Swift para o Child Development and Family Center, nossa saúde emocional depende de nossa autoestima. Gostar de nós mesmos e nos sentirmos capazes são as bases sobre as quais repousa a saúde emocional.

Você pode se perguntar como pode ajudar seu filho a ter uma autoestima positiva.

Depois de ler muitas fontes diferentes, os especialistas parecem discordar sobre quais são as necessidades psicológicas básicas para construir a autoestima (tanto de um adulto, quanto de uma criança). De acordo com o livro de Madelyn Swift, Getting it Right with Children, as necessidades psicológicas básicas são sentir-se amável e capaz. Além disso, dar liberdade e encorajar seu filho a ser o que ele é fazem parte de uma combinação básica para nutrir a autoestima.

As 5 etapas para ajudar na autoestima do seu filho

O Child Development and Family Center separou cinco etapas simples, porém importantes, que você pode começar a adotar hoje mesmo para ajudar na autoestima do seu filho:

  • Ouça e reconheça os pensamentos e sentimentos de seu filho.
  • Crie situações que ajudem seu filho a ter sucesso, não fracasso. Defina expectativas claras e apropriadas, ofereça quantidades razoáveis ​​de ajuda, forneça incentivos adequados e remova obstáculos.
  • Dê ao seu filho uma sensação de controle razoável sobre sua vida.
  • Reforce que seu filho é amável e capaz.
  • Mostre ao seu filho que você tem uma visão positiva de si mesmo.

Ou seja: as crianças terão maior autoestima se sentirem um senso de propriedade e responsabilidade por suas experiências.

O que você pode fazer?

Não é tão complicado mostrar carinho e deixar a criança segura para ser ela mesma. Por isso:

  • Olhe para cada criança como uma pessoa única
  • Mantenha as expectativas realistas
  • Dê a liberdade a ela de cometer erros
  • A encoraje
  • Aceite os sentimentos desagradáveis ​​das crianças e ensine-as a lidar com elas
  • Dê escolhas
  • Responsabilize-as e espere por cooperação
  • Mantenha seu senso de humor

Cada livro, uma história. Cada um é único

Cada criança é verdadeiramente única. Como pais, devemos aprender a apreciar cada uma como especial. De acordo com o livro Getting it Right with Children, uma parte crucial do “trabalho” como pais é ensinar as crianças a serem donas de suas vidas, a serem seguras em suas escolhas e respostas e a não se colocarem no papel de vítimas de si mesmas por sua própria falta de conhecimento ou habilidades. Cada um de nós está aprendendo todo dia – imagina uma criança!

Nada é mais importante ou significativo do que criar crianças emocionalmente inteiras, saudáveis ​​e felizes. As crianças são os presentes mais preciosos que podemos receber; como adultos, fazemos o melhor que podemos a eles.