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Filho ansioso: saiba o que fazer

Acha que seu filho(a) é ansioso(a)? Saiba que milhões de famílias em todo o mundo passam pelo o que você passa. Embora seja útil saber, entendemos que isso não facilita o papel desafiador de criar um filho ansioso. O primeiro passo é desenvolver e aprofundar sua compreensão sobre a ansiedade infantil e saber o papel importante que você desempenhará para ajudá-lo a gerenciá-la.

Embora, a princípio, uma criança ansiosa possa parecer difícil de lidar, pense que tudo tem solução. Reserve um momento para reconhecer que você, seu filho ansioso e sua família tiveram uma oportunidade com tudo isso. Você não pode mudar o que está acontecendo bem na sua frente, mas pode ajudar seu filho ansioso a florescer, apesar da ansiedade. Isso fará toda diferença em seu futuro.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma situação psicológica que desencadeia processos do cérebro que acionam a resposta de luta ou fuga. Ou também há processos de “congelamento” ou pânico. Tudo isso para nos proteger do perigo.

Ela é uma emoção e, como outras emoções, deve ter começo, meio e fim. Parece fácil, mas 117 milhões de pessoas em todo mundo sofrem de ansiedade (isso apenas as diagnosticadas). Por isso, muita gente acha “normal” viver num estado ansioso.

Esse estado faz com que a ansiedade não passe quando a ameaça, o perigo ou a situação estressante vão embora. Essa resposta cerebral pode atrapalhar o dia-a-dia e a vida familiar de diversas maneiras. A ansiedade tem o potencial de impedir que as crianças consigam brincar, se concentrar, se divertir, estudar, se relacionar… E sua capacidade de desfrutar dos elementos essenciais de uma infância feliz, relaxada, despreocupada e brincalhona.

Como funciona o cérebro nessas condições?

As crianças ansiosas têm um cérebro que trabalha incessantemente para protegê-las do perigo. Uma parte do cérebro é semelhante à sentinela entre os suricatos, que estão sempre atentos avaliando atentamente o ambiente em busca de ameaças. Isso significa que crianças ansiosas passam uma quantidade excessiva de tempo com suas respostas de luta ou fuga em pleno andamento.

Real x Imaginário

Não é por escolha. Seja a ameaça real ou imaginada, a ansiedade está instaurada. Isso porque o cérebro não sabe o que é uma ameaça real ou imaginada maneira. Um cérebro hipersensível protegerá o corpo, mesmo que a ‘ameaça’ pareça inofensiva para todo mundo, ou possivelmente nem seja perceptível. Uma vez que os sentidos sinalizam ao cérebro que o perigo é aparente, é comparável à abertura das comportas. A cascata de ansiedade começa assim como as consequências, tornando o trabalho mais difícil para os pais de uma criança ansiosa.

Filho ansioso: como identificar

A ansiedade existe em um continuum que varia de momentos calmos e extremamente ansiosos. Isso é diferente da visão tradicional em que a ansiedade está “presente” ou “ausente”. Perceber se seu filho está se afastando de uma personalidade mais calma e relaxada para se sentir mais estressado, juntamente com qualquer mudança comportamental que o acompanha, verifique com o tempo se essas mudanças realmente apontam para ansiedade. Da mesma forma, ajudar seu filho a se mover na direção da calma ajuda a evitar o estresse.

Os sinais e sintomas de ansiedade são agrupados de acordo com o impacto nas emoções e fisiologia, comportamento e pensamento das crianças.

Emocionais e físicos

É comum que os sintomas de ansiedade sejam físicos, dadas as mudanças que acontecem no corpo quando a resposta de luta ou fuga é acionada. Isso inclui dor ou desconforto no peito, náusea, insônia, cansaço, choro regular por pequenos problemas, batimentos cardíacos acelerados e, muitas vezes, parecendo nervoso.

Comportamentais

É difícil as crianças se concentrarem quando estão preocupadas. É igualmente difícil se concentrar quando o corpo deles se sente acelerado como um carro de corrida que está preso nos boxes. Não é de admirar que a ansiedade se manifeste em comportamentos como medo excessivo de cometer erros, perfeccionismo, evitação de atividades com as quais eles se sintam preocupados ou com medo, recusando-se a participar de festas e interações.

Mentais

Como as mentes das crianças ansiosas costumam procurar ameaças e perigos, elas estão pensando o tempo todo onde esse perigo pode estar escondido. E nem precisa ser sobre algo que esteja acontecendo agora. Aliás, elas podem estar refletindo sobre eventos do passado, analisando situações e reações de todos os ângulos, imaginando o que acontecerá a seguir etc. Preocupar-se e pensar demais é um sinal de ansiedade (inclusive para os adultos)

Como ajudar meu filho ansioso?

Pesquisas apontam que o ideal é começar com as três abordagens a seguir:

Aprenda como a ansiedade funciona

Uma compreensão completa da fisiologia e psicologia da ansiedade, os eventos que desencadeiam a ansiedade em seu filho e como ele geralmente responde é o passo mais importante que você pode tomar. Esse conhecimento aumentará sua confiança, o que, por si só, será uma fonte considerável de calma para seu filho.

Dê ao seu filho as ferramentas para se acalmar

A ansiedade não desaparece por si só. Crianças e jovens precisam de ferramentas para reconhecer e regular suas emoções, para que possam funcionar quando aparecerem momentos de ansiedade. Ensinar ferramentas de autoconhecimento – como respiração profunda e atenção plena – vão permitir que seu filho consiga aprender, aos poucos, como gerenciar seus estados de ansiedade. Além disso, essas habilidades ao longo da vida são inestimáveis ​​para quem se preocupa ou tem uma tendência à ansiedade. Dessa maneira, comece com alguns minutinhos de meditação e algumas sequências de respiração profunda. (Clique aqui e veja uma meditação de 5 minutos que você pode fazer com seu filho).

Desenvolva um estilo de vida que minimize a ansiedade

O estilo de vida de uma criança também afeta enormemente sua ansiedade. Meditação, respirações profundas ou até mesmo um banho frio nunca serão totalmente eficazes até que sejam acompanhadas por um estilo de vida que promova uma mente e um corpo saudáveis.

Fique de olho nesses sete fatores a seguir. E saiba: se eles tiverem regulados, a probabilidade da ansiedade ir embora será bem maior. Veja que há algumas coisas que você poderá ajudar.

  • Manter um sono regulado;
  • Incentivar uma nutrição balanceada (veja aqui);
  • Verificar a saúde intestinal (ideal é ir ao banheiro pelo menos uma vez ao dia);
  • Fazer brincadeiras com movimento no dia a dia;
  • Interagir com a natureza;
  • Reconhecer os valores de seu filho;
  • Mostrar a importância da compaixão; e
  • Promover relacionamentos saudáveis.

Seu filho ansioso sofre tanto quanto você

Ter uma criança ansiosa em casa é uma montanha-russa emocional. Contudo, tente ver todos os dias como uma oportunidade de aumentar a conscientização e a resiliência de seu filho. Portanto, entenda da onde esse comportamento vem e por quê. Assim, você conseguirá aproveitar ainda melhor o tempo com ele e viver uma vida mais leve em família.

Como ajudar as crianças a manterem um peso saudável

Na década passada, as crianças latinas tornaram-se as mais obesas da América. O aumento constante da obesidade em crianças é uma tendência preocupante, principalmente no Brasil. Cerca de 15% delas sofrem de problemas de obesidade e outras 14% estão com sobrepeso. A questão comum, então, é saber como ajudar as crianças a manterem um peso saudável.

O problema é maior do que se imagina

Quando as crianças estão acima do peso, toda a sua qualidade de vida fica comprometida. No curto prazo, as crianças com excesso de peso têm mais chance de desenvolver diabetes e outros problemas de saúde, como respiratórios e articulares. A longo prazo, elas correm um alto risco de se tornarem adultos pouco saudáveis e com – muitas – enfermidades, como hipertensão, colesterol alto, problemas cardiovasculares e etc.

Sob essa perspectiva, fica evidente que é imprescindível a necessidade ajudar as crianças a manterem um peso saudável desde os primeiros anos de vida. Se algumas não querem comer bem (já demos dicas sobre isso aqui), outras podem ter a tendência de querer comer demais.

A chave é o equilíbrio. Para isso, separamos algumas dicas que vão te ajudar nessa missão.

Como ajudar as crianças a manterem um peso saudável

Busque conhecimento sobre o assunto.

O primeiro passo sempre começa por nós, adultos. Lidar com problemas de peso começa com a conscientização. Pode ser difícil para uma mãe amorosa ver alguma coisa errada com uma criança de bochechas redondas e bem alimentada. Uma pesquisa americana identificou que os pais tendem a achar que há algum problema apenas quando seu filho já está com obesidade. Por isso, fique de olho: meu filho engordou muito? Ele anda comendo muita besteira?

Para não ter dúvidas, opte por visitar um pediatra regularmente. Quanto mais cedo identificado um problema com o peso que afete a saúde, mais rápido é o tratamento.

Limite as porções e use pratos menores.

Os pais e outros membros da família também precisam aprender que não há problema – é saudável, até – negar às crianças segundas porções e guloseimas extras. “Em nossa cultura, a comida é uma maneira de expressar o amor”, diz o médico Fernando Mendoza, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, para a revista Parents. “Servir em pratos menores, do tamanho de saladas, é uma boa saída para diminuir a quantidade total de alimentos sem as crianças acharem que estão comendo pouco “, acrescenta.

Os utensílios de mesa para crianças também ajudarão com outro hábito culturalmente enraizado: forçar as crianças a terminar tudo o que estiver no prato. Se seu filho comeu sem problemas e se sentiu satisfeito, não o force a terminar.

Reduza a oferta de doces.

Em um estudo de 2009, pesquisadores da Baylor College of Medicine do Texas descobriram que duas em cada três crianças latinas tinham em pelo menos uma refeição diária alimentos e bebidas como pizza, batatas fritas, sobremesas, hambúrgueres, refrigerantes ou suco industrializado. Quase sempre esses alimentos refletiam a dieta dos pais ou como uma forma de recompensa.

Por isso, se o seu filho pedir biscoitos, em vez de apenas dizer não, você pode perguntar:” Você prefere comer uma maçã ou abacaxi?”. Mostre que as frutas também são uma delícia!

Cozinhe com as crianças.

Além de ser uma ótima atividade para fazer em família, vai ensinar o seu filho a ter uma relação mais próxima com a comida, ao invés de compulsiva. Por isso, para ajudar as crianças a manterem um peso saudável, traga-os para a cozinha, para que elas possam cheirar, provar e se envolver. Até crianças em idade pré-escolar podem rasgar alface ou soltar tomate cereja em uma salada. Isso permite que você passe um pouco de tempo extra com seus filhos e os torna mais interessados ​​em criar refeições saudáveis.

Compre de forma mais inteligente. Uma coisa tão simples como uma lista de compras faz grande diferente. Pense o que é realmente necessário para a dispensa. Evite colocar na lista alimentos industrializados, guloseimas, doces e refrigerantes. Além de ajudar na saúde do seu filho, sua conta será menor!

Faça elas se exercitarem.

Passar horas na televisão e no computador é um hábito da Geração Alpha. Para isso não acontecer, é preciso que os pais incentivem seus filhos a fazer outras coisas, principalmente praticar atividades físicas. Assim, você pode matricular seu filho em um curso extracurricular (como judô, futebol, vôlei…), caminhar com ele após as refeições, ir ao parque, andar de bicicleta com ele… Além disso, vai ser super divertido!

Junte-se a outras famílias.

Em um mundo que está cada vez mais verticalizado, onde o núcleo familiar se fecha em apartamentos, a socialização das crianças acaba ocorrendo apenas na escola. Dentro de casa, elas podem começar a ficar ansiosas e, assim, descontarem na comida. Por isso, que tal ir até uma praça, fazer amizade com outras famílias e incentivar seu filho a conhecer outras crianças? Além de ser uma forma de eliminar essa ansiedade, será ótimo para o desenvolvimento sociocognitivo dele.

Um pouco a cada dia, você vai ajudar as crianças a manterem um peso saudável

Começar hoje para colher amanhã. Esse é o mantra que você deve repetir todos os dias. Pode parecer difícil, seu filho vai querer comer uma guloseima aqui, outra acolá. Mas com parcimônia, você vai ajudá-lo a manter um peso saudável e, assim, livrá-lo de muitas mazelas que a obesidade e o sobrepeso podem trazer.

Continue acompanhando o blog da Casa do Sol para mais dicas de nutrição, educação e lazer para seu filho!

Seu filho não quer comer? Veja o que fazer

Todos os dias milhares de pais e mães enfrentam isso: eu não quero. Não estou com fome. Não gosto disso, não gosto daquilo… Parece uma bola de neve. Quando o filho não quer comer de jeito nenhum – ou, pior, só quer comer as ditas “porcarias” – parece que algo foi feito errado no meio do caminho. Mas não se culpe, isso pode ser uma soma de fatores que não necessariamente “alguém tenha responsabilidade”.

Então, primeiramente: respira. A culpa não é do seu filho nem sua. Depois nada melhor do que algumas dicas dos maiores especialistas do mundo em nutrição infantil para te ajudar quando você ver que seu filho não quer comer.

O que fazer quando o seu filho não quer comer

Se seu filho não quer comer, seja o exemplo

Pesquisas mostram que as crianças tendem a copiar os hábitos alimentares de seus pais. Se você come muitos legumes, frutas, grãos integrais e laticínios com pouca gordura, seus filhos provavelmente também comerão. Por isso, faça um prato sempre colorido e demonstre prazer em estar comendo uma comida nutritiva e saborosa. Seu filho, ao passar do tempo, vai querer começar a desfrutar a refeição assim como você.

Mantenha a positividade

Não, esse não é um texto de auto-ajuda! Mas o princípio dessa dica é quase a mesma. A maioria dos especialistas em nutrição diz que não deve haver “suborno de alimentos” – ou seja, se você não comer, não vai poder assistir desenho. Isso pode levar a associações negativas com os alimentos. Negociar de forma positiva é o melhor caminho: “você vai me fazer muito feliz se comer”; ou “você vai ficar ainda mais forte se comer essa banana…” Transforme o ato de comer em uma atitude que tem benefícios que ele vai notar.

“Engane” – no bom sentido!

Por exemplo, se seu filho recusar vegetais, você pode colocá-los em uma sopa, no meio do frango e da carne. Caso ele não goste de leite, você pode misturá-lo em um suco e fazer um smoothie. Mas é claro que você não deseja servir ingredientes saudáveis apenas de forma oculta. Portanto, encare isso apenas como uma transição. Corte em pedaços pequenos e depois vá aumentando seus tamanhos. Assim, seu filho irá se acostumar ao gosto e à presença de vegetais, no caso.

Envolva as crianças na preparação da refeição

Sabemos que não é todo dia que dá para levar as crianças para ajudar na cozinha, mas faça isso o quanto for possível. Se seu filho não quer comer, essa é uma ótima atividade para entretê-lo e fazê-lo se relacionar com os alimentos. Afinal, alimento é fazer nossa refeição com carinho e atenção aos ingredientes. Naturalmente, ele vai começar a querer comer aquilo que ele próprio preparou.

Se seu filho comer, não comente

Pode ser difícil, mas se o seu filho não quer comer e acaba comendo, não festeje. Ou seja: por mais difícil que seja, tente não comentar o que ou quanto seus filhos estão comendo. Seja o mais neutro possível. Lembre-se de que você fez seu trabalho como responsável, servindo refeições equilibradas; seus filhos são responsáveis por comê-los. Não é nenhuma conquista e ele não deve construir essa relação com a comida – fato que pode ser prejudicial quando ele estiver mais velho. Se você faz o papel de executor de alimentos – dizendo coisas como “coma isso”, “coma aquilo”, “não coma aquilo outro”  -, seu filho só resistirá.

Permita algumas “refeições lixo”

Se nós temos vontade de dar uma escapadinha na dieta, imagina as crianças, que possuem muito mais energia? Dessa forma, permita guloseimas, lanches e chocolates ocasionalmente. Isso faz com que esses alimentos não sejam “proibidos” – e, portanto, ainda mais atraentes. Permita essa escapada de uma a duas refeições por semana.

Meu filho não quer comer… Agora, pois vai passar!

Essa é a única certeza que você tem que ter. Portanto, quanto menos stress e ansiedade colocar no assunto e em seu filho, mais fácil será ele querer comer. Seguindo essas preciosas dicas, você já dará um grande passo para que ele volte a se alimentar corretamente.

Gostou das dicas? Deixe seu comentário, compartilhe com seus amigos! E continue acompanhando o blog da Casa do Sol, sempre com novidades para você.

7 dicas para melhorar o sistema imunológico de seu filho

Resfriados e gripes são fatos na vida de qualquer criança. Entretanto, há maneiras de fazer com que o sistema imunológico dela tenha um boost e que ou ela não pegue a doença ou, no mínimo, ela passe mais rapidamente. Por isso, separamos aqui 7 dicas para melhorar o sistema imunológico de seu filho.

Por que melhorar o sistema imunológico?

Para proteger seu filho da infinita variedade de germes e vírus que tem por aí não basta – e nem é aconselhável – colocar eles em uma “bolha” – salvo em casos de epidemia. O professor associado da Universidade de Maryland, Charles Shubin, ressaltou isso em entrevista ao site “Parents”: “Todos nós começamos a nossa vida com um sistema imunológico inexperimente”. Dessa forma, lentamente as crianças começam a melhorar o sistema imunológico ao serem expostas a uma série de germes, vírus e bactérias do dia a dia.

Contudo, todo cuidado é necessário quando estamos face a novos vírus perigosos por aí – como o caso recente do coronavírus (COVID-19), que possui as crianças como principais vetores da doença.

7 dicas para melhorar o sistema imunológico de seu filho

1. Sirva mais frutas e vegetais a ele

Estamos em um país tropical e temos diferentes alternativas: de banana ao kiwi; da abóbora à cenoura. Uma boa escolha é escolher os alimentos ricos em carotenoides, como a cenoura, o feijão verde, os morangos e as laranjas. Os carotenoides são fitonutrientes essenciais para melhorar o sistema imunológico ao aumentarem a quantidade de interfron, um anticorpo que reveste a superfície as células – bloqueando a “chegada” dos vírus.

2. Preste atenção à hora do sono

A privação de sono é um fator de risco para a imunidade dos adultos ao desacelerar a produção de anticorpos no corpo. E a mesma lógica é verdadeira para as crianças. Além disso, as crianças normalmente precisam de mais horas de sono do que os adultos. Uma criança pode precisar de 11 a 16 horas de sono por dia.

3. Faça exercício físico com ele

No parque, no condomínio, na rua ou até mesmo em casa. Mantenha seu filho se exercitando sempre – isso é essencial para manter o sistema imunológico funcionando corretamente. Algumas formas de se exercitar com seu filho são a dança, pequenas competições e jogar bola.

4. Lave as mãos dele – e a ensine como!

Essa técnica não necessariamente vai melhorar o sistema imunológico de seu filho diretamente. Entretanto, é uma bela maneira de diminuir o stress no sistema imune da criança ao afastá-la dos germes. Ensine a criança a lavar a mão sempre que sair, que tocar no nariz, na boca. Além disso, lembre-a que é preciso lavar com sabão, entre os dedos, os punhos e que todo o processo deve durar 20 segundos (o tempo de cantar duas vezes “Parabéns para você”).

5. Afaste-o da fumaça de cigarro

Apesar da quantidade de fumantes estar diminuindo, muitas casas possuem pais que fumam. A fumaça do cigarro contém mais de 7.000 substâncias químicas maléficas à saúde – e ao sistema imune do seu filho, além de aumentar o risco de desenvolvimento de bronquites, infecções e até asma. Por isso, afaste-o de ambientes que possui fumaça de cigarro. Isso será bom para você também.

6. Aumente a quantidade de probióticos naturais

Uma boa flora intestinal é essencial para manter uma boa saúde – isso para adultos e para as crianças. É no intestino, por exemplo, que começa a produção dos anticorpos e a resposta imunológica. Insira alimentos como: iogurtes probióticos, kombucha, picles, kefir, azeitonas curadas, misô, vinagre de maçã etc.

7. Use óleos essenciais

Pesquisas demonstram que alguns óleos essenciais, como de eucalipto e de orégano, funcionam como imuno-impulsionadores. Eles têm capacidade antibacteriana e de modulação imunológica. Tente difundi-los em seu ambiente interno para apoiar a imunidade de toda a família. O eucalipto tem um efeito energizante e o óleo essencial de orégano de qualidade alimentar pode ser adicionado às refeições para melhorar o sabor, bem como o sistema imunológico do seu filho.

Esteja ao lado de seu filho… de bom humor!

Além dessas dicas práticas, saiba que ficar ao lado de seu filho é o melhor boost para seu sistema imunológico. Uma pesquisa da Universidade da Noruega mostrou que os participantes mais bem humorados tinham o risco de morte reduzido em duas vezes. Por isso, tenha sempre uma atitude positiva com as crianças. Toda a família pode colher os benefícios dessas dicas simples e eficientes, não acha?

Hiperatividade: o que você deve saber

Seu filho(a) parece que está sempre com a energia ligada na tomada? Muito além do que das outras crianças? Saiba que seu filho pode sofrer de hiperatividade – derivada muitas vezes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O Ministério da Saúde estima que tal transtorno atinge de 3 a 6% da população mundial. Se não tratado, pode levar a problemas de relacionamentos, profissionais e de adaptação à sociedade.

Pensando nisso, separamos alguns sinais que mostram que a criança/adolescente sofre de TDAH. Quanto antes diagnosticado, melhor. Contudo, é bom lembrar que quem dará a avaliação final é o psiquiatra ou neuropediatra.

Hiperatividade: o que é

Muito mais do que uma pessoa que nunca fica cansada, a hiperatividade é caracterizada por um estado de excesso de energia física (muscular, por exemplo) ou mental (identificada como intenso fluxo de pensamentos). Contudo, raras vezes ela é facilmente diagnosticada , pois pode ocorrer em diversas situações do dia a dia de crianças e até mesmo de adultos.

Em linhas gerais, alguém hiperativo é uma pessoa desatenta, que não possui bom desempenho na escola ao ter problemas de se concentrar para ler ou fazer outras tarefas que requerem atenção. Junto com isso, vem também traços de inquietação, nervosismo e movimentos motores excessivos. Dessa forma, tem o sono fica agitado, faz as refeições de pé, anda de um lado para o outro pela casa etc.

Agitação acima do que o normal

Ter tais comportamentos citados anteriormente de vez em quando não há nenhum problema. Afinal, todos têm dias um pouco mais agitados. Porém, tudo isso feito de forma excessiva acompanha-se da dificuldade de concentração para prestar atenção nas aulas, realizar as lições de casa e até de brincar de uma forma calma e segura com seus colegas.

Assim como qualquer transtorno, a hiperatividade pode variar de intensidade dentro de um espectro. Ou seja, um mesmo comportamento pode parecer mais excessivo ou não a depender das condições do observador (geralmente os pais ou os professores). Por isso, é preciso ter um norte de identificação do TDAH.

Para se verificar a existência da hiperatividade, os médicos utilizam as referências do DSM IV – um manual de diagnóstico para perturbações mentais da Associação Americana de Psiquiatria.  Nesse manual, são apontados 9 sinais de como identificar a hiperatividade e outros 9 para o déficit de atenção.

Como identificar a hiperatividade infantil

Os principais sintomas da hiperatividade em crianças podem ser classificados em tais itens:

  • Ficar sempre mexendo os pés ou as mãos
  • Levantar e sentar-se toda hora
  • Ficar correndo sem motivo aparente
  • Ter dificuldade em participar de brincadeiras mais calmas
  • Andar descoordenado
  • Fazer xixi na cama com uma idade mais avançada, como 8 ou 9 anos
  • Tendência em tropeçar, esbarrar nas coisas, cair ou sofrer qualquer tipo de pequeno acidente.

Mas o que causa a hiperatividade?

Não há uma só causa para a hiperatividade. Muitas vezes as causas derivam de fatores genéticos ou ambiental. Podemos listar as principais como:

  • TDAH
  • Uso de álcool, tabaco ou substâncias psicoativas pela mãe durante a gestação
  • Parto prematuro
  • Baixo peso do bebê ao nascer
  • Complicações no parto – como partos traumáticos ou prolongados
  • Mãe sob estresse contínuo ou mal nutrida
  • Ambiente familiar desorganizado ou desestruturado
  • Maus tratos e abuso
  • Deficiência intelectual
  • Doenças genéticas ou invasivas do neurodesenvolvimento, como o autismo

Antes de julgar, busque ajuda

O diagnóstico é clínico. Ou seja, não é necessário nenhum exame invasivo. Quase sempre essa avaliação é realizada por um psiquiatra para que se descarte outras doenças e transtornos. Por isso, não pense que só porque seu filho é mais agitado em algumas situações, que ele é hiperativo.

Todos aqueles que lidam com uma criança hiperativa consegue ver como esse excesso de energia acaba sendo uma fonte de sofrimento – tanto para a família, quanto para a criança. Para isso não acontecer, é importante seguir o tratamento indicado pelo psiquiatra. Ele pode variar de criança para criança, mas quase sempre essa hiperatividade é controlada por medicamentos psiquiátricos – que apenas o médico deve receitar. A criança não vai tomar o medicamento para sempre. Muitas vezes a hiperatividade pode desaparecer quando se chega na fase adulta.

Converse com seu filho(a)

Independentemente se a criança for diagnosticada com a hiperatividade, caso você note algo diferente no seu filho, que esteja causando a ele alguma forma de stress, converse com ele. Conhecer suas angústias e limitações será o primeiro passo para qualquer tratamento.